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State of the Mind (55)

Queria ser dona do tempo. Possuí-lo. Ter o poder de, com a ponta dos dedos, num toque de soberana simplicidade, parar os ponteiros do relógio. Congelá-los, impedi-los de se moverem e de celebrarem o tic tac ensurdecedor que rangem ao se movimentarem. Queria ser dona do tempo e pará-lo no momento preciso em que a língua que lhe percorre os lábios, a faz estremecer, lhe toca no clitóris inchado e sensível e a faz sentir-se desesperar. Pará-lo no momento em que o membro erecto a preenche e roça profusamente as paredes dela, sentindo-o em toda a sua extensão com todas as suas texturas e formas. Pará-lo no momento exacto em que se beijam em fúria alimentando-se da paixão e do prazer que mutuamente se oferecem. Queria ser dona do tempo e imortalizar os momentos que os seus corpos protagonizam, saboreando-os perfeitos e guardar inerte o aroma inconfundível que o contacto das suas peles emanam. Queria roubar do tempo o rosto do desejo, mantê-lo em si no olhar furioso e desesperado que vê quando o fita olhos nos olhos e lhe lê com a ponta dos dedos o prazer de se darem sem fim.

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