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A penny for your thoughts (3)


 1. Acreditas que o Homem é um ser, por natureza, monógamo?
Não. Acredito que o Homem é capaz de ser monógamo, que inclusive o queira ser e efectivamente o seja. Mas também acredito que o Homem não tem na sua essência a obrigatoriedade de estar e amar apenas uma pessoa. Não digo que se trate de verdadeiro poliamor mas acredito que, na procura de si próprio, da definição do seu eu, sexual e individual, o Homem procure colmatar lacunas, procure novas sensações, procure novos sentimentos. E, por isso, acredito na verdade dos sentimentos. Acho que em todas as relações íntimas que o Homem estabelece, se for verdadeiro, consigo e com o alvo do seu sentimento, a monogamia não tem um lugar naturalmente obrigatório. Além de que, cada vez mais se encontram (e louvo com uma merecida vénia) casais que no sexo são liberais e de mente aberta e daí retiram imenso prazer e se unem na busca daquilo que os faz felizes, juntos.
2. Acreditas que o Homem é um ser, por natureza, heterossexual? 
Não. Acredito que o Homem é uma tábua rasa. Uma folha em branco. Mas que nasce e cresce imbuído daquilo que lhe incutiram como sendo correcto. E reprima durante muito tempo ou até durante toda a sua vida, desejos ou vontades de experimentar contactos com o mesmo sexo. Acredito que só as personalidades fortes e à vontade com o sexo e com a sua individualidade conseguem ultrapassar a linha dos valores socialmente estabelecidos e ceder aos desejos do seu corpo. Desejos esses que podem ditar uma alteração de tudo aquilo que tinham como certo e garantido no seu íntimo como apenas ser uma one time experience e que em nada se repercuta nas suas escolhas de vida.
3. Um casal de leitores (também autores de um blog) do teu blog propõem-te uma aventura. Aceitas?
A minha incursão pelo mundo dos blogs eróticos e a decisão de criar o meu surgiu da necessidade de expressar estados de espírito, desejos, vontades, experiências e não há como o negar, necessidade de alguma dose de validação externa. Curiosamente, fui absorvida por este mundo de uma forma surpreendente. Deu-me a conhecer pessoas, personalidades, desejos comuns, diversos. E isso é profundamente enriquecedor. Se, nessas interacções, vontades de aventura se combinassem para a concretizar, não fecharia essa porta. Na verdade, embora não sendo um objectivo intrínseco, uma meta a atingir, se vários circunstancialismos se conjugassem nesse sentido (atracção física, conexão, cumplicidade, desejo...), a aventureira, amante do risco e do prazer em mim, daria uma resposta afirmativa a esta questão. 
 4. Uma leitora (também autora de um blog) do teu blog propõe-te uma aventura. Aceitas? 
A premissa é a mesma da pergunta anterior e, portanto, a resposta é na sua essência, a mesma. Uma mente aberta e um  conjugar de vários factores, levaria a um sim.

5. Conheces uma pessoa com quem te envolves e com quem tens uma perfeita sintonia, no que toca, a desejos e vontades. Ambos querem o mesmo, sejam aventuras, sejam experiências. Aceitam sempre os desafios lançados pelo outro. Entregam-se totalmente. Um dia ele diz-te: “Adorava ver-te com outro”. Tu aceitas. No dia o “outro” está muito abaixo dos parâmetros que consideras bons, mas foi escolhido por ele. Continuas?
A resposta aqui vai inspirada pelas palavras de uma pessoa muito especial para mim. Se chegasse ao ponto de, com essa pessoa, ter uma entrega total, numa ligação intensa, íntima, de comunhão de desejos e vontades, isso significaria um grau de confiança também total. E, nessa perspectiva, eu confiaria que o escolhido por ele para partilhar connosco aquela experiência, seria de facto digno de o ser. Além de, e isto pode parecer cliché, as aparências iludirem, numa sintonia perfeita, deixa de existir o eu e passa a existir apenas o nós.

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